A TV brasileira, o baixo senso crítico e um documentário. Vamos recomeçar do zero?

A TV brasileira possui um dos conteúdos mais diversificados do mundo. Indo do político “Jornal Nacional”, transitando por novelas onde traição, furto, mentiras e comportamento deplorável é visto como “normal”, programas onde “pseudo celebridades” ficam confinadas cuspindo uns na face dos outros, noticiários que só faltam afogar a câmera no sangue das vítimas da violência, até chegar ao cúmulo do ridículo, onde mulheres bonitas e com até um pouquinho de inteligência se sujeitam a sofrer humilhações diante das câmeras, provendo entretenimento para milhões de espectadores, apenas para, seis meses depois, saírem na capa da Playboy, para, em seguida, caírem no esquecimento. Os domingos da TV brasileira são recheados de bundas. Sejam peladas ou pintadas.

Juju panicat fica careca para "entretenimento das massas"
Juju panicat fica careca para “entretenimento das massas”

Não é por acaso que nossa TV está afogada em baixarias nos mais diversos níveis, o que está intimamente ligado ao desenvolvimento econômico, social e educacional do país. Obviamente, o poder aquisitivo do brasileiro aumentou consideravelmente nos últimos dez anos, assim como houve uma redução na taxa de analfabetismo, no entanto, apenas suprir as necessidades básicas de educação, alimentação e renda (esses elementos ainda estão com uma enorme placa “em andamento”) não é suficiente para melhorar o “gosto do brasileiro” para programas televisivos. É preciso investimento em “educação comportamental”. Mais que isso, é preciso recomeçar a TV brasileira do zero, com conteúdo que estimule as pessoas a pensarem sobre o país, sobre elas e seu papel na sociedade em que vivemos, adotando uma postura crítica a respeito das atrações que são servidas para nossa família.

A apresentadora de TV britânica Daisy Donovan passeia pelo mundo mostrando as peculiaridades da TV em diversos países e se vê chocada com o conteúdo de nossa TV. Daisy nos faz refletir sobre a banalização da violência e do sexo em nossa TV como uma forma de dizer “vamos viver o momento”.

Diante de tanto esgoto rolando tela abaixo, temos uma mídia sensacionalista que busca nos games a resposta para tanta violência. Caso recente do adolescente jogador de Assassins Creed que supostamente teria assassinado toda a família, segundo os noticiários, influenciado pelos jogos.

Sugiro que assistam todo o documentário e deem suas opiniões. Mais que isso, reflitam. Mudem de canal.

Créditos da ilustração: http://www.toonpool.com

Anúncios

3 comentários em “A TV brasileira, o baixo senso crítico e um documentário. Vamos recomeçar do zero?”

  1. Fantástico sua postagem. Concordo com 98% do conteúdo, mas acredito que sim, além da porcaria que passa em nossa TV, o garoto (se é que foi ele mesmo) foi influênciado também pelos jogos.

  2. Cara, que impressão que foi deixada para essa Gringa… Ela foi atrás do que tem de pior na nossa TV. Na visão dela, somos um bando de cretinos superficiais, viciados em bunda que se divertem vendo sangue e brutalidade até na hora do almoço. Ela fazendo os paralelos de “enquanto estamos vendo x eles veem y” dá a dimensão do quanto isso foi impressionante, de forma bem negativa, pra ela. Mas a TV entrega o que o povo pede, não é isso? E o nosso gosta bastante de um lixo. É por isso que tenho ficado cada vez mais na internet…

    1. Então, Fabiano, eu posso me basear pelo que acontece em minha própria casa.
      Tenho um Playstation 3 e sou assinante do Netflix. Minha mãe possui um notebook e adora passar algumas horas procurando “coisas” no Youtube, mas durante a semana, a programação padrão da TV na sala de casa é: 12:45 -> Balanço Geral (um programa de jornalismo que explora a violência de forma extrema), 15:00 -> Programa da Tarde (Record), 17:30 -> Brasil Urgente (com aquele apresentador que se acha comediante e adora fazer comentários inadequados).
      Tento fazer com que elas (minha mãe e avó) mudem de programação, assistir algo mais “light”, mas é o mesmo que dar murro em ponta de faca.

      Com a premissa de “saber o que está acontecendo/A Violência está tomando conta de tudo mesmo”, estamos cada dia mais acostumados com essas notícias, de forma que elas nem nos chocam mais. Simplesmente está “banalizada”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s