MegaUpload e sua Repercussão

Por Cristina Fortes

Compartilhamento de arquivos na mira do FBI

Passadas algumas semanas desde a prisão de Kim Dotcom, fundador do MegaUpload, restam dúvidas sobre os próximos alvos nessa batalha que aparentemente está apenas começando.

O MegaUpload, na figura de Kim Dotcom e de outros membros da equipe que gerenciava o site, foi acusado, entre outras coisas, de lavagem de dinheiro e infrações contra direitos autorais, as
notícias sobre o MegaUpload geraram muitas discussões no mundo todo.

A empresa se defende, afirmando que apenas disponibilizou o espaço em disco para que usuários de todas as partes do mundo fizessem o upload e download de arquivos particulares. Já a Justiça americana considera que o compartilhamento ilegal de arquivos protegidos pela lei de direitos autorais foi incentivado pelo site.

Imediatamente após a prisão de Dotcom, diversos outros sites de compartilhamento de arquivos alteraram suas políticas de funcionamento, deletando arquivos e usuários, impedindo o compartilhamento de dados e, em alguns casos, encerrando definitivamente as suas atividades, como ocorreu com o x7.to e do UploadBox.

Aparentemente essa ação está relacionada com os últimos embates em torno de temas polêmicos como ACTA, PIPA e SOPA. Por um lado há quem defenda mudanças na legislação e um relativo endurecimento das normas, enquanto os opositores, dentre eles a Avaaz, acreditam que isso apenas serviria para restringir a liberdade no meio de comunicação mais democrático já criado, a Internet.


Outro grupo contrário aos projetos de lei que tramitam no Senado e na Câmara dos Representantes norte americana é o Anonymous. Logo após a prisão de Dotcom, o Grupo de Hackers teria derrubado diversos sites do governo americano, incluindo o site do próprio FBI.

Outra mudança percebida pelos mecanismos de monitoramento após o impacto inicial do desligamento do MegaUpload e do bloqueio de compartilhamento de arquivos em outros sites, foi um aumento no uso de ferramentas como o BitTorrent. Nesse protocolo, um arquivo é quebrado em diversos pedaços pequenos e compartilhado entre um grande número de usuários da rede.

Mas ao que tudo indica, o BitTorrent já está na mira das autoridades, visto que as empresas prejudicadas pela quebra de direitos autorais afirmam que o protocolo facilita a troca de arquivos de forma ilegal, embora empregue um método diferente daquele usado pelos sites de compartilhamento, como MegaUpload.

Enquanto isso, Kim Dotcom foi posto em liberdade condicional por um juiz da Nova Zelândia, país onde permaneceu preso por pouco mais de um mês. Entre as condições para a concessão do benefício, há uma proibição de contato de Dotcom com a internet, algo que seus advogados consideraram sem propósito.

Sobre a autora:

Cristina Fortes, 24 anos, estudante universitária do curso de Sistemas de Informação, adora tudo que é relacionado a informática e jogos. Adora ler e tem a maior paixão pela escrita.

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