Source Code e a Física real

Meu nome é Fabrício. Professor de Física e inveterado apaixonado sobre tudo o que se discute sobre as ciências. Espero contribuir da melhor forma possível com o sonho do Carlos: Liberdade. Acredito que acima de tudo, quando se trata de “Ubuntu”, se trata de “Liberdade”.

Virei a falar de ciência das mais diversas formas que encontrar por aí. Virei encontrar junto aos senhores o que houver de interessante pra se discutir sobre ciências e, se de alguma forma ela estiver agarrada a um filme, uma música, um livro, um programa de rádio ou ao que vier, tentarei abrir um diálogo sobre ciências.

Pra começar gostaria de falar sobre o filme “Source Code”, que, no Brasil se chama “Contra o tempo”. Dirigido por Duncan Jones e estrelado por Jake Gyllenhaal ( O segredo de BrokeBack Mountain), o filme fala do Capitão Colter Stevens (Jake) que acorda dentro de um trem. Em 8 minutos esse trem explode e ele percebe que pode viajar para um mundo real (código fonte) que ordena a ele o regresso sucessivas vezes a esse trem, com o objetivo de extrair informações. Os operadores do código fonte, o Dr Rutledge (Jeffrey Wright) e a Oficial Coolen Goodwen (Vera Farmiga), esclarecem ao Capitão que o mesmo precisa de voltar várias vezes ao trem que explodiu há poucas horas atrás por que lá ele poderá descobrir o terrorista que implantou a bomba ao trem e a localização da bomba.

 

O filme segue uma trama muito boa mas para nós a pergunta que fica: “Como o capitão Colter pode regressar a um passado alternativo que corresponde fielmente ao trem visto pelos olhos de um professor de história que estava dentro deste trem e que morreu na explosão?”

A explicação plausível sobre o qual o filme se apóia é científica e toma como base a Mecânica Quântica. Antes de enveredar pelas coisas mais difíceis que a mecânica quântica pode oferecer e que possa explicar o fenômeno milagroso e inusitado mencionado no filme (que é apenas muito teórico e fantasioso), vamos às coisas reais e importantes que podemos afirmar sobre a Mecânica Quântica – Mecânica é o estudo do movimento (coisa que todo pobre coitado que já transitou pela física do ensino médio com um pouco de atenção já sabe). Mecânica Quântica é o estudo do comportamento mais fundamental de coisas MUITO PEQUENAS. É sobre isso que a mecânica quântica versa: sobre COISAS MUITO PEQUENAS.

A MQ nos fornece um jogo de raciocínio imediatamente mágico e inusitado sem que mentiras sejam ditas. Por exemplo: Manda a óptica geométrica (outro ramo da física não tão traumático quanto a mecânica clássica, na minha humilde opinião) que todo objeto para ser visto demanda um raio de luz, no mínimo, que saia deste objeto e chegue nos olhos do observador interessado (não em MQ, interessado apenas em ver o objeto). No entanto, se algo é tão pequeno quanto um simples elétron, a luz empurra esse objeto quando toca nele e, ao chegar nos olhos do observador, entrega a falsa informação de que ele está em um lugar, quando ele já foi empurrado. É como se você achasse que a sua TV estivesse bem na sua frente, quando, na verdade, ela já tivesse atravessado o país de tanta luz que saiu do tubo catódico nela presente, empurrando a sua TV para trás.

Outra proposição desafiadora para coisas muito pequenas e que, portanto, é tratado pela mecânica quântica: No terceiro ano do ensino médio (lá vou eu com mais física traumática) nós conhecemos que partículas negativas repelem outras negativas (como os elétrons, por exemplo) e atraem as positivas (os prótons). O mesmo pode se dizer de partículas positivas (como os prótons, por exemplo): eles repelem outros prótons e atraem outros elétrons. Mas já de cara a gente precisa de questionar esse postulado fornecido pela física ou precisamos de questionar o ensino recebido nas aulas de química. Ou as duas coisas. Diz o modelo atômico atual que “um átomo é composto de elétrons girando em torno de um núcleo recheado de prótons coladinhos uns nos outros. Sendo assim como eles ainda não saíram se espalhando por aí? Como os prótons estão colados sendo que eles deveriam se repelir? Por que o elétron não cai de amores na direção daquele monte de partículas positivas no núcleo do átomo?… (É complicado tomar uma decisão a partir daqui, meus professores de física sempre foram aqueles gordos vascaínos de uma figa e as minhas professoras de química eram aquelas alunas de um curso superior de farmácia. Céus… o que fazer?)

Resta, por hora, parar um pouco de falar de física e voltar a falar do filme. Apenas deixo o sabor da MQ para mostrar que, no mundo sub-atômico, a lógica é totalmente adversa à que estamos acostumados. Por isso o encantamento com uma física que é chamada de “física mais geral e que compõe todas as coisas”.

Pois bem, no filme “Source Code” o Dr Rutledge (aqueeeeeeeele que fica mandando o Capitão Colter de volta no tempo) diz algo surpreendente e infelizmente de modo muito rápido (tal qual a explicação científica de todas as coisas quando elas passam nos filmes). Eu vou tentar explicar lembrando, de antemão, duas coisas: 1 – eu ainda não sou bacharel em física. 2 – tenham coragem. Física não é ruim quando as contas vão pro espaço.

Como foi dito acima, a luz bate em coisas pequenas e essas coisas pequenas se mexem. Então uma dinâmica de movimento é gerada pela luz que bateu e refletiu sobre essa coisa pequena que foi atingida. Esse movimento faz milagres no nosso cérebro afinal a dinâmica do nosso cérebro é de natureza elétrica (entre outras coisinhas) em sua essência. Os elétrons pequenininhos são levados de um lado pro outro dentro de nossa cabeça e é isso que gera tudo o que chamamos de realidade. RÁ! Agora sim vocês podem me chamar de maluco como a todos os físicos que vocês chamam. A realidade nada mais é do que um conjunto de pontinhos pequenos manipulados pela luz em nosso cérebro.

Aguardem. Eu voltarei.

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5 opiniões sobre “Source Code e a Física real”

  1. Obrigado pelas opiniões. Mas a minha intenção, tal qual anunciei era voltar com o assunto. Meu próximo post não falará diretamente sobre isso, mas se vocês quiserem influenciar sobre como ou o que virá, aceito sugestões.

    Em tempo: O post número 2 está GRAAAAANDE. Pretendo dar uma continuidade melhor que o do primeiro, mas igualmente ao primeiro, não deixá-lo tão completo. Eu gosto de saber o pensamento de vocês antes de dar continuidade.

    Abraços,

    Fabrício (aprendendo a mexer no wordpress)

  2. caro amigo o comentário sobre a mec quântica está bastante nebulosa e sobre o argumento do filme totalmente equivocado, uma pena, motivação sem substância, busque um melhor estudo antes de postar.

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