Qual vende mais e por que?

lm_77O mercado editorial de revistas e periódicos, como todos nós sabemos, está fadado a morrer nos próximos anos. Revistas e jornais nada ecológicos serão substituídos aos poucos por versões digitais e ecologicamente corretas (até certo ponto), mas enquanto isso não acontece, podemos analisar os porquês de alguns produtos relacionados ao Linux não venderem tão bem quanto seus concorrentes.

O Fator “Cool”

Não podemos negar o fato de que alguns usuários de Mac produzem artes digitais belíssimas, e que as coisas relacionadas aos produtos Apple seguem sempre um padrão de beleza que os produtos de outras marcas não “alcançam”.

Os produtos relacionado ao Linux tendem a ser voltados para o profissional de TI (assim como é mostrado na capa da Linux Magazine, “A Revista do Profissional de TI”.) e não é novidade que beleza ou “perfumes” não são o foco de tais produtos, mas seria este o caminho certo? O foco apenas em profissionais de TI é mesmo lucrativo?

mac 58É interessante e animador ver o hype envolvendo o Ubuntu, a arte do time de desenvolvimento do Ubuntu, os designers de temas e ícones (Faenza, Elementary) que são tão usados quanto os temas originais de todas as distros Linux juntas, mas é desanimador ver que isso tudo fica restrito àqueles que são, na maioria, das vezes, os próprios profissionais de TI e geeks com algum tempo livre.

É gritante a diferença entre a Linux Magazine a brasileira Mac+. Enquanto artes são quase inexistentes na Linux Magazine e seu layout fica devendo um pouco (estou sendo bonzinho, pessoal) de beleza, a Mac+ esbanja charme e elegância, trazendo tutoriais para os diversos públicos e não apenas para os “artistas”, com uma excelente tipografia e imagens de alta qualidade.

A hora dos canais de comunicação em torno do Linux mudarem o foco de público é agora, pois os profissionais de TI encontram na rede a informação que procuram com muito mais rapidez que em bancas de revistas, mas o usuário que não trabalha com TI precisa de outros meios para se manter informado e até mesmo aprender a explorar melhor os recursos de seu Linux.

Abril é o mẽs perfeito para lançar, por exemplo, uma revista abordando as novas funcionalidades do Ubuntu Natty, os visual fantástico do GNOME 3 e promover um concurso de artes produzidas no Linux com software livre, para exibir os cinco melhores na próxima edição. Dar uma melhorada no visual, deixando-a mais lúdica sem perder o tom informativo.

Enquanto isso não acontece, os produtos relacionados ao Linux irão continuar sendo vistos como produtos de “nicho”. O nicho dos “Profissionais de TI”, assim como o Linux.

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3 opiniões sobre “Qual vende mais e por que?”

  1. O pior é que, as pessoas que já usam software livre e deveriam incentivar mudanças inovadoras acabam reclamando, como por exemplo, o caso do visual do Ubuntu 10.04 quando foi lançado, e a versão seguinte também, grande maioria ficou falando que o Ubuntu estava copiando o Mac. De certa forma sim, mas foi para melhorar a usabilidade, e nem foi uma mudança tão drástica.

    Essas coisas me desanimam, o pessoal devia ajudar ao invés de ficar reclamando.

    1. Existe aquela coisa chamada “anarquia” que surge em qualquer meio, e mesmo no meio “livre” existem os lobos em pele de carneiro.

  2. Eu vivo chamando atenção para essa discussão: o maior problema do software livre é que ele é feito “por geeks, para geeks”, e muitas vezes esquecem do usuário comum, que gosta de facilidade e beleza.
    A Canonical finalmente está se voltando para o usuário comum, o que acho ótimo, mas a comunidade tem gritado bastante, ameaçado trocar de distro e o escambau.
    Quanto ao fator cool, o linux deveria explorar mais isso. Assim como a apple usou o “think different”, fazer um novo “think different” a favor da liberdade, de ser dono de seu próprio sistema. O potencial para “ser cool” é gigantesco nesse século XXI, que preza pela individualidade e customização, basta trabalhar.
    Enquanto isso, cool é pagar o dobro do preço por um macbook, comparado a um notebook com configurações similares, pra ter um sistema estável e sem vírus (coisa que o linux te dá de graça).
    Meus amigos usam mac e vivem me enchendo o saco pra migrar tb, “porque mac é muito melhor”, embora nenhum deles jamais tenha mexido em nenhum sistema linux na vida.

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